Como evitar partir as palhetas de clarinete?
A palheta de clarinete é indispensável para produzir o som… mas é também uma das peças mais frágeis do instrumento.
Por vezes basta um gesto menos cuidadoso, um contacto com a abraçadeira, um dedo colocado no sítio errado ou uma tampa de boquilha colocada demasiado depressa para danificar a ponta.
E quando uma palheta de que gostávamos particularmente se racha ou lasca após poucas utilizações, a frustração é grande.
Para os jovens clarinetistas e os principiantes, as palhetas partidas podem mesmo tornar-se um verdadeiro problema. Representam um custo, obrigam a substituir regularmente o material e podem transformar a preparação do clarinete numa sucessão de gestos stressantes:
«Cuidado com a ponta!»
«Não toques na palheta!»
«Cuidado com a abraçadeira!»
«A palheta voltou a mexer-se!»
No entanto, uma grande parte das quebras acidentais pode ser evitada adotando bons hábitos.
Então, como evitar partir as palhetas de clarinete?
Que gestos adotar? Em que momentos a palheta está mais exposta? Como guardá-la? Como evitar acidentes durante a montagem? E como altera a Easy Lig esta etapa particularmente delicada?
Eis um guia completo.
Porque é que uma palheta de clarinete é tão frágil?
Uma palheta tradicional é fabricada a partir de cana natural.
A sua parte inferior, chamada talão, é relativamente espessa e resistente.
À medida que se avança para a extremidade, a palheta torna-se progressivamente muito mais fina até chegar à ponta, que deve ser suficientemente leve e flexível para vibrar contra a boquilha quando o clarinetista sopra.
É precisamente esta finura que permite produzir o som.
Mas esta característica também torna a ponta extremamente frágil.
Uma palheta pode ser danificada por:
- um dedo;
- uma queda;
- a abraçadeira;
- a tampa de boquilha;
- uma estante;
- uma manipulação incorreta;
- um armazenamento inadequado;
- um choque durante o transporte;
- ou simplesmente o desgaste natural.
Também é importante saber que uma palheta não precisa de estar completamente partida para se tornar difícil de tocar.
Um pequeno canto lascado ou uma fissura muito fina podem já alterar a vibração.
1. Segurar sempre a palheta pela parte grossa
É provavelmente a primeira regra a aprender.
Quando pegar numa palheta, segure-a sempre pelo talão, isto é, pela parte inferior e grossa.
Evite, tanto quanto possível, tocar:
- na ponta;
- nos dois cantos superiores;
- na parte raspada da palheta.
Num jovem principiante, esta regra deve tornar-se um automatismo:
uma palheta segura-se sempre pela parte de baixo.
Quanto mais natural se tornar este gesto, menor será o risco de colocar acidentalmente um dedo sobre a zona mais frágil.
2. Atenção aos dois cantos da palheta
Pensa-se muitas vezes apenas em proteger o centro da ponta.
Mas os dois pequenos cantos situados de cada lado são extremamente frágeis.
Um canto ligeiramente partido pode provocar:
- uma resposta menos regular;
- ataques mais difíceis;
- mais guinchos;
- um som com mais ar;
- uma vibração menos homogénea.
É, portanto, necessário proteger toda a parte superior da palheta e não apenas o centro.
3. Nunca testar a flexibilidade da ponta com os dedos
Pode ser tentador pressionar ligeiramente a ponta para verificar se uma palheta é flexível.
É desnecessário e arriscado.
A ponta é precisamente a parte que deve ser manipulada o menos possível.
Para avaliar uma palheta, é preferível:
- observá-la;
- verificar o seu estado;
- montá-la corretamente;
- e depois tocá-la.
A pressão de um dedo pode ser suficiente para dobrar ou danificar as fibras mais finas.
4. Humedecer corretamente uma palheta de cana natural antes da montagem
Uma palheta natural muito seca pode ser mais rígida e mais vulnerável durante certas manipulações.
Antes da montagem, é preferível humedecê-la durante alguns instantes.
Pode:
- colocá-la na boca;
- ou humedecer ligeiramente a parte superior com água.
O objetivo não é deixá-la de molho durante muito tempo, mas simplesmente prepará-la para as condições em que será utilizada.
Uma palheta corretamente humedecida recupera progressivamente a sua flexibilidade normal.
5. A montagem na boquilha: um dos momentos mais delicados
Para muitos clarinetistas, a palheta não se parte enquanto estão a tocar.
Parte-se antes mesmo da primeira nota.
Porquê?
Porque a montagem tradicional exige realizar vários gestos precisos ao mesmo tempo.
Com uma abraçadeira tradicional, procede-se geralmente assim:
- coloca-se a palheta contra a boquilha;
- centra-se;
- mantém-se com um dedo;
- passa-se a abraçadeira à volta da boquilha;
- evita-se tocar na ponta;
- verifica-se se a palheta não se deslocou;
- corrige-se eventualmente a posição;
- aperta-se a abraçadeira.
Para um clarinetista experiente, esta sucessão de gestos torna-se quase automática.
Para uma criança ou um principiante, exige muita coordenação.
É preciso proteger simultaneamente uma ponta extremamente fina, segurar a palheta, manipular a abraçadeira e verificar a centragem.
É precisamente durante esta fase que acontecem muitos acidentes.
6. A passagem da abraçadeira pode danificar a ponta
Com uma abraçadeira tradicional, é geralmente necessário passar a abraçadeira à volta da boquilha quando a palheta já está colocada.
Durante alguns segundos, a abraçadeira fica, portanto, muito próxima da ponta.
Se prender a palheta, pode:
- dobrar a ponta;
- partir um canto;
- criar uma fissura;
- deslocar a palheta;
- ou provocar uma quebra imediata.
Num principiante, este risco é ainda maior porque o gesto ainda não está automatizado.
7. Uma palheta que se desloca obriga a manipulá-la mais
Mesmo quando a abraçadeira não toca na ponta, pode surgir outro problema:
a palheta desloca-se durante a montagem.
Desce.
Sobe.
Vai ligeiramente para a direita.
Depois para a esquerda.
O músico tem então de intervir com os dedos para a reposicionar.
Cada correção adicional representa uma nova manipulação perto de uma zona muito frágil.
O risco de quebra não está relacionado apenas com um choque forte.
Também pode resultar da multiplicação de pequenos gestos em torno da palheta.
8. Montar o clarinete num ambiente estável
É preferível preparar o instrumento num local onde os gestos possam ser feitos com calma.
No caso de um jovem aluno, por exemplo, pode montar-se o clarinete:
- diante de uma mesa;
- sobre uma superfície desimpedida;
- eventualmente sobre um pano limpo ou uma superfície macia.
Evita-se assim manipular boquilha, palheta e abraçadeira em equilíbrio sobre o chão.
Se deixar cair uma palheta, uma queda de alguns centímetros sobre uma superfície macia é muito menos problemática do que uma queda direta sobre um chão de mosaico.
9. Nunca deixar uma palheta em qualquer lugar
Uma palheta colocada sobre:
- uma cadeira;
- uma estante;
- uma partitura;
- uma mesa desarrumada;
- a borda de um lavatório
pode ser esquecida, cair ou ser esmagada com muita facilidade.
Um bom hábito consiste em considerar que uma palheta fora do estojo só tem dois destinos:
a boquilha ou o estojo de palhetas.
Esta regra simples evita muitos acidentes.
10. Atenção à tampa de boquilha
A tampa de boquilha serve para proteger o conjunto boquilha + palheta durante as pausas.
Mas também pode tornar-se uma causa de quebra se for colocada demasiado depressa.
Quando a palheta está montada, faça sempre deslizar a tampa com cuidado.
Nunca deve bater:
- na ponta;
- num canto;
- na parte raspada da palheta.
O bom reflexo consiste em olhar para a palheta enquanto coloca a tampa.
11. Retirar a palheta depois de tocar
Após uma sessão, é preferível retirar a palheta da boquilha.
Deixá-la húmida durante horas pode favorecer:
- deformações;
- alterações da planicidade;
- depósitos;
- desgaste irregular.
Uma palheta natural deve poder secar em boas condições.
Depois de tocar:
- retire-a com cuidado;
- seque o excesso de humidade, se necessário;
- guarde-a num estojo adequado.
12. Como retirar uma palheta sem a partir?
A desmontagem também é uma fase delicada.
Com uma abraçadeira tradicional:
- desaperte suficientemente a abraçadeira;
- retire-a sem prender a palheta;
- pegue na palheta pelo talão;
- retire-a suavemente da boquilha.
Evite puxar por uma palheta que ainda esteja fortemente presa.
E, sobretudo, nunca pegue na ponta para a retirar.
13. Guardar as palhetas num estojo adequado
Uma palheta utilizada regularmente deve ser guardada num verdadeiro estojo de palhetas.
Este permite:
- manter as palhetas planas;
- proteger a ponta;
- evitar choques;
- separar várias palhetas;
- facilitar o transporte;
- favorecer uma secagem mais regular, consoante o modelo.
Evite transportar uma palheta solta:
- num bolso;
- num estojo escolar;
- num compartimento com outros acessórios;
- numa caixa com objetos metálicos.
Uma palheta sem proteção acaba quase sempre por encontrar um objeto mais resistente do que ela.
14. Fazer rotação entre várias palhetas
Utilizar sempre a mesma palheta até ao limite não é necessariamente a melhor solução.
Muitos clarinetistas utilizam várias palhetas em rotação.
Por exemplo:
1 – 2 – 3 – 4
E vão alternando regularmente.
Este método permite:
- repartir o desgaste;
- deixar cada palheta secar;
- ter sempre uma palheta de substituição;
- comparar o seu comportamento;
- depender menos de uma única palheta.
Para um jovem aluno, numerá-las a lápis é um excelente hábito.
15. Uma palheta acaba sempre por se desgastar
Mesmo perfeitamente protegida, uma palheta natural não é eterna.
Em cada sessão está sujeita a:
- humidade;
- secagem;
- vibrações;
- pressão do lábio;
- variações de temperatura;
- alterações da humidade ambiente.
Progressivamente, pode perder algumas qualidades.
É, por isso, necessário distinguir entre:
uma palheta partida acidentalmente
e
uma palheta normalmente gasta.
O objetivo não é fazer uma palheta durar para sempre.
Trata-se sobretudo de evitar deitar fora prematuramente uma palheta ainda perfeitamente utilizável por causa de um acidente de manipulação.
16. Deve conservar-se uma palheta danificada?
Depende do estado da palheta.
Uma pequena irregularidade não implica necessariamente uma substituição imediata.
Mas se observar:
- uma fissura importante;
- um canto muito lascado;
- uma ponta rasgada;
- uma deformação importante,
é muitas vezes preferível substituir a palheta.
Continuar a tocar com uma palheta realmente danificada pode tornar a resposta do instrumento imprevisível.
17. Proteger a palheta antes de limpar o instrumento
Depois de tocar, utiliza-se normalmente um pano ou escovilhão para retirar a humidade presente no clarinete.
Antes de começar, coloque a palheta em segurança.
Um pano ou escovilhão que passe demasiado perto de uma palheta ainda montada pode prender a ponta.
A ordem correta é, portanto:
retirar e guardar a palheta → limpar o instrumento.
18. Nunca transportar o clarinete com a palheta montada
Antes de guardar o instrumento no estojo:
- retire a palheta;
- guarde-a;
- proteja a boquilha;
- desmonte normalmente o clarinete.
Uma palheta deixada montada pode ser danificada por:
- a tampa de boquilha;
- uma pressão dentro do estojo;
- um deslocamento do instrumento;
- um choque durante o transporte.
19. Atenção durante os ensaios e concertos
Um ensaio é um ambiente particularmente arriscado para uma palheta.
À volta do músico há:
- estantes;
- cadeiras;
- partituras;
- outros instrumentos;
- colegas;
- por vezes cabos e pouco espaço.
Quando mudar rapidamente de palheta, nunca deixe a anterior em qualquer lugar.
Mantenha o estojo de palhetas facilmente acessível.
20. Porque é que os principiantes partem mais palhetas?
Um principiante pode partir mais palhetas simplesmente porque tem de aprender um gesto particularmente delicado.
Ao mesmo tempo, tem de:
- segurar a boquilha;
- manipular a palheta;
- reconhecer o lado correto;
- centrá-la;
- ajustar a altura;
- manter a posição;
- instalar a abraçadeira;
- apertar o parafuso ou os parafusos;
- evitar a ponta.
Tudo isto exige coordenação.
Com a experiência, estes gestos tornam-se automáticos.
Mas durante os primeiros meses, preparar o instrumento pode constituir uma verdadeira dificuldade técnica.
21. Partir palhetas pode tornar-se uma fonte de desânimo
Para uma criança, partir palhetas regularmente não é apenas um problema económico.
Pode também tornar-se uma fonte de stress.
Pode ter receio de montar o instrumento sozinha.
Passa então a pedir sistematicamente ajuda:
- ao professor;
- aos pais;
- a um colega.
Perde parte da autonomia.
E pode associar a preparação do clarinete a uma operação delicada em que o menor erro custa uma palheta.
Simplificar a montagem pode, portanto, trazer um verdadeiro benefício pedagógico.
22. Easy Lig: outra forma de montar a palheta
É precisamente um dos problemas que levaram ao desenvolvimento da Easy Lig.
Com uma abraçadeira tradicional, a palheta é geralmente colocada diretamente sobre a boquilha.
Fica, portanto, já exposta quando o músico tem de instalar a abraçadeira.
A Easy Lig inverte esta lógica.
Primeiro instala-se a palheta na abraçadeira Easy Lig.
E só depois o conjunto Easy Lig + palheta é colocado na boquilha.
Esta diferença pode parecer simples, mas altera profundamente o conforto e a segurança da montagem.
23. Uma instalação simples e segura da palheta
A palheta é colocada diretamente no sistema Easy Lig antes de este ser montado na boquilha.
Esta operação foi concebida para ser simples.
O clarinetista pode pegar na palheta pela parte grossa e colocá-la na abraçadeira sem ter de segurar simultaneamente:
- a boquilha;
- a palheta;
- e uma abraçadeira que é necessário fazer passar à volta.
Depois de corretamente instalada na Easy Lig, a palheta fica já mantida dentro do conjunto.
A partir desse momento, a montagem torna-se particularmente cómoda.
24. Depois de instalada, a palheta praticamente deixa de ser manipulada
É uma das vantagens mais importantes do princípio Easy Lig.
Depois de a palheta ser colocada na abraçadeira, o clarinetista praticamente já não precisa de lhe tocar diretamente.
Já não tem de segurar a palheta com os dedos para evitar que deslize.
Já não tenta deslocá-la diretamente sobre a boquilha enquanto mantém a abraçadeira.
A partir desse momento, manipula:
o conjunto abraçadeira + palheta.
Este conjunto é apresentado sobre a boquilha e corretamente posicionado antes de apertar.
Por outras palavras:
já não se reposiciona diretamente a palheta: posiciona-se o conjunto Easy Lig + palheta.
25. Um risco de quebra extremamente reduzido durante esta fase
Uma grande parte das quebras acidentais ocorre quando a palheta está exposta e é manipulada durante a montagem tradicional.
Com a Easy Lig, depois de a palheta estar corretamente instalada na abraçadeira, o risco de a danificar ao colocá-la na boquilha torna-se extremamente baixo.
Porquê?
Porque:
- a abraçadeira já não tem de passar à volta de uma palheta previamente colocada na boquilha;
- a palheta já não é mantida diretamente com os dedos;
- deixam de ser necessários múltiplos reajustes delicados;
- manipula-se sobretudo a abraçadeira.
A ponta continua, evidentemente, frágil.
Mas é muito menos solicitada durante toda a fase de instalação.
26. Posicionar o conjunto antes de apertar
Com a Easy Lig, o clarinetista pode pegar no conjunto:
Easy Lig + palheta
e apresentá-lo sobre a boquilha.
Pode então verificar:
- a centragem;
- a altura;
- o alinhamento.
Se for necessária uma correção, não desloca diretamente a palheta com os dedos.
Desloca o conjunto.
Depois, quando a posição está correta, aperta a Easy Lig.
Esta forma de proceder proporciona uma verdadeira sensação de segurança e controlo.
27. Menos manipulações da palheta
Comparemos os dois princípios.
Com uma abraçadeira tradicional
O músico deve:
- colocar a palheta na boquilha;
- mantê-la;
- passar a abraçadeira;
- verificar se a palheta se deslocou;
- reposicioná-la, se necessário;
- voltar a manter o conjunto;
- apertar.
Com a Easy Lig
O músico:
- coloca a palheta na Easy Lig;
- pega no conjunto Easy Lig + palheta;
- posiciona o conjunto na boquilha;
- verifica o alinhamento;
- aperta.
O número de manipulações diretas em torno da palheta é consideravelmente reduzido.
28. Um verdadeiro conforto de montagem
A vantagem não consiste apenas em reduzir o risco de quebra.
A Easy Lig proporciona também um verdadeiro conforto de utilização.
O músico já não tem de manter vários elementos ao mesmo tempo.
Pode dedicar o tempo necessário a verificar a posição do conjunto antes de apertar.
Isto torna a montagem:
- mais simples;
- mais rápida;
- mais tranquila;
- mais reproduzível.
Para um clarinetista experiente, traz sobretudo conforto e rapidez.
Para um principiante, pode transformar realmente a preparação do instrumento.
29. Uma vantagem particularmente importante para as crianças
Um jovem aluno ouve muitas vezes:
«Cuidado com a ponta!»
«Não toques na palheta!»
«Cuidado ao passar a abraçadeira!»
Com a Easy Lig, uma parte importante desta dificuldade desaparece.
O aluno instala primeiro a palheta na abraçadeira.
Depois pode segurar a abraçadeira, apresentar o conjunto na boquilha e posicioná-lo corretamente.
Já não precisa de manter diretamente a palheta na boquilha enquanto instala a abraçadeira.
Isto permite-lhe ganhar autonomia mais rapidamente.
30. Reduzir as quebras sem eliminar a aprendizagem
A Easy Lig não dispensa, evidentemente, o clarinetista de aprender a cuidar do material.
Mesmo com a Easy Lig, é necessário saber:
- segurar uma palheta pelo talão;
- humedecê-la;
- vigiar o seu estado;
- evitar tocar na ponta;
- guardá-la corretamente;
- utilizar a tampa de boquilha com cuidado.
A inovação Easy Lig intervém numa etapa muito concreta:
a montagem e o posicionamento da palheta na boquilha.
O objetivo não é, portanto, eliminar a aprendizagem.
É tornar esta etapa mais simples e mais segura.
31. A Easy Lig torna uma palheta inquebrável?
Não.
Uma palheta continua a ser um elemento extremamente frágil.
Pode sempre ser danificada se:
- se tocar diretamente na ponta;
- cair;
- for esmagada;
- for mal guardada;
- a tampa de boquilha lhe bater.
Em contrapartida, a Easy Lig permite reduzir consideravelmente os riscos relacionados com a montagem da palheta na boquilha.
Depois de corretamente instalada na abraçadeira, a palheta praticamente já não precisa de ser manipulada diretamente.
É precisamente esta redução das manipulações que torna a montagem mais segura.
32. É realmente possível poupar palhetas?
Depende, evidentemente, do músico.
Um clarinetista experiente que raramente parte uma palheta apreciará sobretudo um maior conforto.
Mas para:
- um principiante;
- um jovem aluno;
- uma escola de música;
- uma classe de orquestra;
- ou um músico que danifica frequentemente as palhetas durante a montagem,
reduzir os acidentes pode representar uma poupança real ao longo de um ano.
O objetivo não é afirmar que uma palheta durará indefinidamente.
Trata-se sobretudo de evitar que uma palheta ainda perfeitamente utilizável seja destruída prematuramente por causa de um gesto de montagem.
33. As palhetas sintéticas também devem ser protegidas?
Sim.
As palhetas sintéticas têm propriedades diferentes das palhetas naturais e, em alguns casos, podem ser mecanicamente mais resistentes.
Mas não são indestrutíveis.
Continua a ser preferível:
- proteger a ponta;
- evitar choques;
- guardá-las corretamente;
- respeitar as recomendações do fabricante.
Uma boa manipulação continua a ser importante, qualquer que seja o material da palheta.
Os erros mais frequentes que partem uma palheta
| Situação | Risco | Bom hábito |
|---|---|---|
| Pegar na palheta pela ponta | Esmagamento ou fissura | Segurar sempre pelo talão |
| Tocar nos cantos da palheta | Canto lascado | Manipular apenas a parte grossa |
| Prender a ponta com a abraçadeira | Ponta ou canto partido | Instalar a abraçadeira com cuidado |
| Reposicionar várias vezes a palheta | Multiplicação dos riscos | Procurar uma montagem estável |
| Deixar a palheta numa mesa ou estante | Queda ou esmagamento | Apenas boquilha ou estojo de palhetas |
| Colocar bruscamente a tampa de boquilha | Choque na ponta | Verificar visualmente antes de colocar |
| Deixar a palheta sem proteção | Choque | Utilizar um estojo |
| Limpar com a palheta ainda montada | Contacto com o pano ou escovilhão | Guardar a palheta antes de limpar |
| Transportar uma palheta solta | Esmagamento | Utilizar um estojo específico |
| Guardar o clarinete com a palheta montada | Choque durante o transporte | Retirar sempre a palheta |
Os 10 reflexos para prolongar a vida das palhetas
- Segurar sempre a palheta pelo talão.
- Nunca tocar voluntariamente na ponta.
- Humedecer corretamente uma palheta natural antes de tocar.
- Ter especial cuidado durante a montagem da abraçadeira.
- Evitar reposicionar repetidamente a palheta.
- Colocar a tampa de boquilha com cuidado durante as pausas.
- Retirar a palheta depois de cada sessão.
- Guardá-la imediatamente num estojo adequado.
- Alternar entre várias palhetas.
- Guardar sempre a palheta antes de limpar ou transportar o instrumento.
Estes poucos hábitos já permitem evitar uma grande parte dos acidentes.
Uma rotina simples para ensinar aos jovens clarinetistas
Para um principiante, a manipulação da palheta pode resumir-se a algumas frases fáceis de memorizar:
Pego na palheta pela parte de baixo.
Humedeço-a.
Nunca toco na ponta.
Monto-a com cuidado.
Depois de tocar, retiro-a pela parte de baixo.
Guardo-a imediatamente.
Com a Easy Lig, uma etapa adicional torna-se muito simples:
Coloco a palheta na Easy Lig e depois manipulo o conjunto abraçadeira + palheta.
Esta rotina pode tornar-se rapidamente um automatismo.
Em resumo
Uma palheta de clarinete é frágil principalmente porque a ponta tem de ser extremamente fina para vibrar corretamente.
Uma grande parte das quebras acidentais pode ser evitada adotando hábitos simples:
- manipular a palheta pela parte grossa;
- nunca tocar na ponta;
- humedecê-la corretamente;
- ter cuidado durante a montagem da abraçadeira;
- evitar reposicioná-la repetidamente;
- utilizar a tampa de boquilha com cuidado;
- retirar a palheta depois de tocar;
- guardá-la num estojo adequado;
- nunca a transportar solta.
A montagem da palheta na boquilha continua a ser um dos momentos em que, tradicionalmente, está mais exposta.
É precisamente nesta etapa que a Easy Lig traz uma inovação importante.
Com a Easy Lig, a palheta é primeiro instalada de forma simples e segura na abraçadeira.
Depois desta etapa, o clarinetista praticamente já não manipula diretamente a palheta.
Manipula o conjunto Easy Lig + palheta, posiciona-o corretamente na boquilha, verifica o alinhamento e depois aperta.
Esta inversão do método tradicional proporciona:
- menos manipulações da ponta;
- menor risco de a prender com a abraçadeira;
- um risco de quebra muito reduzido durante a montagem;
- um posicionamento mais simples;
- maior conforto;
- maior tranquilidade;
- mais autonomia para os jovens clarinetistas.
A Easy Lig não torna uma palheta inquebrável. Em contrapartida, permite tornar muito mais segura uma das fases durante as quais a palheta é tradicionalmente mais vulnerável: a montagem na boquilha.
E quando sabemos o valor que uma boa palheta pode ter para um clarinetista, reduzir o risco de a partir inutilmente representa um verdadeiro conforto no dia a dia.